No final de semana passado, eu visitei no Centro Cultural Banco do Brasil, no Rio, a Exposição Egito Antigo: do cotidiano à eternidade. Ela ficou em cartaz por três meses na cidade e agora seguirá para São Paulo (19 de fevereiro a 11 de maio), Brasília (2 de junho a 30 de agosto) e Belo Horizonte (16 de setembro a 23 de novembro).
A mostra já estava na minha lista de atrações, mas eu fiquei ainda mais interessado em ir após ler o sensacional post do meu amigo @LuigiZ , “Discovering history in Italy: Ancient Egypt”, sobre o Museu Egípcio, em Turim, na Itália, de onde vieram as peças desta exposição. O museu de Turim é o segundo museu egipício do mundo, atrás apenas do localizado no Cairo. Obviamente que o que eu vi no Rio é uma mostra reduzida, com cerca de 140 exemplares, mas incrivelmente interessante.
A entrada para as exposições realizadas no CCBB são gratuitas (aliás, se você quiser conferir opções de Museus Gratuitos no Rio, não deixe de seguir essa minha lista), o que é importante para democratizar o acesso à cultura e compareceram em massa (segundo os organizadores, 1 milhão de pessoas visitaram espaço durante o período e no último final de semana, a fila de espera chegou a ser de quatro horas e nem mesmo o calor de 32º afastou a multidão ávida por cultura).
Aos meus amigos Local Guides de São Paulo, Belo Horizonte e Brasília eu recomendo muitíssimo a exposição: não deixem de ir e não deixem para os últimos dias.
Múmia: a atração principal
Eles trouxeram para o Brasil difersos artefatos, incluindo sacórfagos e uma múmia, que obviamente, é a atração principal da exposição. A múmia em questão é a múmia de Tararo, uma mulher que teria vivido entre 746-655 a.C, período entre a 23ª e a 25ª Dinastias. Não há muitos relatos sobre quem foi essa mulher, mas sabe-se que o processo de mumificação que preservam as múmias até hoje é muito complexo e era restrito apenas às pessoas mais importantes da sociedade. Ele estava baseado na crença egípcia de que para assegurar a vida após a morte era necessário que o corpo fosse preservado, por meio do processo que conhecemos como mumificação. Eles desenvolveram técnicas sofisticadas para preservação do corpo, que segundo foi explicado na exposição, poderia durar até 70 dias para ser finalizado.
Mais de 4 mil anos de história
De acordo com os curadores da esposição, o período que ficou conhecido como “Egito Antigo” vai de aproximadamente 4.000 a.C até o século XV d.C, quando foi fechado o último templo pagão. Há, porém, o entendimento de outros historiadores de que o Egito Antigo termina com a morte de Cleopatra e conquista Romana, em 30 a.C. Durante esse período, diversas dinastias governaram a região, sendo que até aproximadamente 600 a.C todos os faraós eram nativos do Egito, e após esse período, a região sofreu invasões de macedônios e persas, que também estabeleceram dinastias duradouras de faraós.
Os egípcios possuíam conhecimentos avançados de matemática, astronomia, e arquitetura, que lhe possibilitaram construir, por exemplo, incríveis pirâmides, que eram as tumbas dos faraós, cuidadosamente construídas para lhes assegurar a vida eterna.




