Eu amo conhecer lugares na minha cidade.
O Brasil como todos sabem, é um país com varios imigrantes e várias culturas, eu mesmo sou uma brasileira “fake” pois meus
pais são portugueses, são da Ilha da Madeira, meu pai veio para o Brasil sozinho com 15 anos, pois é… se eu com 15 anos dissesse
que queria me mudar de país, com certeza não me deixariam, 15 anos é uma criança, minha mãe veio um pouco mais tarde, aos 20.
Último sábado fiz um walking tour na região do Bixiga, bairro típico italiano, temos outro bem conhecido também: Mooca, mas desta vez falarei sobre o Bixiga
e o que eu vi lá.
Eu andei aproximadamente 10 km, vi lugares que eu nem sabia que existiam em SP: shopping de antiguidades, museu dos óculos, várias cantinas,
a famosa igreja de Nossa Senhora Achiropita, Fonte dos Sonhos (já não é mais no Bixiga, mas fez parte do meu passeio), entre outras coisas que rendem
outros posts, ainda ficou de fora alguns lugares interessantes como o museu do Bixiga que estava fechado.
A cultura Italiana teve uma enorme influencia no nosso cotidiano, entre eles: culinária, festas religiosas, o uso do tchau, e para quem não sabe
em italiano, tchau serve também para dizer oi.
O Palmeiras foi criado inicialmente em 1914 para juntar os imigrantes italianos que viviam em SP, inicialmente tinha o nome de Palestra Italia e depois da
segunda guerra por motivos políticos teve que mudar o nome para Palmeiras.
Iniciei meu tour na av. Paulista próximo a Brig. Luis Antonio, de lá, é ir em direção centro, virar a esquerda na rua dos Ingleses, lá
podemos visitar o museu dos óculos, o museu é uma loja de óculos e no andar superior tem um pequeno museu com várias peças bem interessantes, pelo
que aprendi lá, antigamente, óculos serviam como diferenciais sociais(500 AC) e eram usados pela nobreza ou por pessoas do povo portadoras de deficiência
mental, eram ornamentos e não tinham vidros.
De lá observei as casas e me senti como se tivesse no interior de SP, uma rua tranquila, para ir para a 13 de maio tinha duas opções: descer o shopping de
antiguidades ou descer a escadaria, bom… desci a escadaria e voltei para ir ao shopping de antiguidades, esse local foi uma viagem ao tempo.
Já estava na hora de almoçar, escolhi a Basilicata, quem é de SP deve saber do pão italiano dessa marca, uma padaria maravilhosa e achei legal que ela é acessível,
embora tenha mesas no terreo, tem também elevadores para o andar superior, escolhi uma lasanha e uma soda italiana, estava tudo muito bom, mas faltava a sobremesa,
essa foi decepcionante, fui em um lugar bem cotado comer cannolis, escolhi o tradicional de ricota, mas ainda estou em dúvidas se me deram o certo: não tinha nada de ricota.
Continuei a caminhada, logo mais a frente a Igreja de Nossa Senhora de Achiropita, essa igreja e muito famosa, mas foi a primeira vez que fui lá, a rua
estava toda enfeitada de bandeirinhas, como vento fazia um som muito peculiar.
Depois da igreja, segui para a rua avanhandava, uma rua com algumas cantinas italianas, essa rua foi revitalizada e ficou bem legal, ah que
falta fez um celular com VR nessa hora, não sabia para que lado ir, mas depois consegui me achar, nesse trajeto pude ver a construção de um museu judaico que
ainda não foi inaugurado, na rua, vi uma bela fonte chamada fonte dos sonhos com os dizeres: “A vida vale o quanto você sonha”, pois bem, joguei a minha moeda e
fiz o meu pedido, continuei a caminhada até o metro República com a tentativa de parar em um café que desisti por estar lotado e fim do meu passeio.























